Paris/França: Roteiro de 4 dias. O que fazer?

Onde ficar?

Ficamos hospedados no Ibis Bastille Opera. Como qualquer Ibis ao redor do mundo, o hotel era básico, barato e atende todas as necessidades de quem só vai ficar no hotel para dormir. O hotel fica no arrondissement 11 (lembre-se de olhar isso antes de fechar qualquer hotel). Paris é dividida em 20 arrondissements (bairros). Pelo endereço do hotel você descobre o número do bairro; se não estiver entre 1 a 20 não é Paris, são distritos próximos e geralmente mais difíceis de locomoção. No caso desse IBIS, a estação mais próxima de metrô ficava a dois quarteirões do hotel. Perfeito.

Dicas de Paris

Roteiro da Viagem

  • 4 dias em Roma
  • 2 dias em Florença
  • 1 dia em Split (Cruzeiro)
  • 1 dia em Corfu (Cruzeiro)
  • 1 dia em Creta (Cruzeiro)
  • 1 dia em Atenas (Cruzeiro)
  • 1 dia em Mykonos (Cruzeiro)
  • 1 dia em Santorini (Cruzeiro)
  • 1 dia em Katakolon (Cruzeiro)
  • 4 dias em Paris

O que fazer em Paris?

  • Dia 1 (Jardin des Tuileries – Pont Neuf – Pont Saint-Michel – Catedral de Notre Dame – Sainte Chapelle – Jardim de Luxemburgo – Museu de Rodin – Musée de l’Armée – Torre Eiffel – Place des Vosges – Jantar no Brasserie La Marelle)
  • Dia 2 (Musée d’Orsay – Musée du Louvre)
  • Dia 3 (Palácio de Versalhes – Jantar na Brasserie Wepler)
  • Dia 4 (Basílica de Sacré Cœur – Arc de Triomphe – Champs-Élysée – L’église de la Madeleine – Galeries Lafayette – Moulin Rouge – Jantar na Crêperie Pen Ty)

Paris (2012)

Dia 1 – Jardin des Tuileries – Pont Neuf – Pont Saint-Michel – Catedral de Notre Dame – Sainte Chapelle – Jardim de Luxemburgo – Museu de Rodin – Musée de l’Armée – Torre Eiffel – Place des Vosges – Jantar no Brasserie La Marelle

Saímos do hotel muito cedo, pois o dia iria ser bem corrido. No nosso caso, valeu muito a pena comprar o Paris City Pass, que já dava direito ao uso do metrô/trem. Faça as contas e descubra se vale a pena comprar para o seu roteiro ou não.

Pegamos o metrô e descemos na Place de la Concorde. Começamos nosso roteiro pelo Jardin des Tuileries e seguimos andando até a Pont Neuf (a mais antiga das pontes que cruzam o Rio Sena). Ande pela Quai des Grands Augustins até chegar a Pont Saint-Michel. Atravésse e siga pela Quai du Marché Neuf até chegar a Catedral de Notre Dame.

Sempre que podemos, agente compra o passe turístico da cidade. Geralmente sai bem mais em conta e em muitos lugares faz você escapar das filas gigantescas. Em Paris não foi diferente, pois iriamos usa-lo em muitos lugares. Novamente, faça as contas e descubra se vale a pena comprar para o seu roteiro ou não.

A Catedral de Notre Dame é uma das mais antigas de Paris. A Catedral é muito famosa por suas gárgulas, criaturas estranhas esculpidas no telhado da igreja. E também por sua lenda envolvendo um personagem famoso da literatura, o Corcunda de Notre Dame, da obra de Vitor Hugo. Vale muito a pena subir no topo para ver as gárgulas de perto e o sino da igreja. Sem contar a vista, que é espetacular.

Pegue de volta a Quai du Marché Neuf e vire na Boulevard du Palais até chegar na Sainte-Chapelle. A Capela de Sainte Chapelle é indispensável em qualquer roteiro em Paris, assim como Notre Dame. Sainte Chapelle é uma capela gótica, construída no século XIII por Luís IX. Já fomos em muitas igrejas e sem sombra de dúvida nunca vimos vitrais tão belos quanto aqui: Sainte-Chapelle: Ingresso Sem Fila e Tour Autoguiado.

Atravesse novamente a Pont Saint-Michel e siga pela Boulevard Saint-Michel até chegar ao Jardim de Luxemburgo. Comemos algo pelo caminho. O Jardim é muito bonito, o mais belo de Paris. Como o clima estava bom, o jardim estava lotado. Mesmo assim, deu para deitar sobre a grama por um tempo e aproveitar um pouco a tarde de Paris. Vimos várias pessoas fazendo piquenique, se soubéssemos poderíamos teríamos feito também.

Ao sair do Jardim, andamos por aproximadamente uma meia hora a 40 minutos até o Museu de Rodin. Eu sempre gostei muito das esculturas dele, e não podia deixar passar a oportunidade de ver suas obras, principalmente a mais famosa, O Pensador.

Bem perto está o Musée de l’Armée, onde paramos para ver a tomba de Napoleão. Alem da tumba, outras das atrações do Museu incluem o Dome dos Inválidos e a Cathedral of Saint-Louis des Invalides: Les Invalides: Ingresso Túmulo Napoleão e Museu do Exército.

A próxima parada do dia era a Torre Eiffel. Entre os várias motivos para se comprar o ingresso antecipado, fora não pegar a fila quilométrica, é que você consegue escolher a hora de subir na torre. Segue link do Site Oficial. Decidimos que queríamos ver o por do sol lá de cima da Torre Eiffel, então escolhemos o horário de 17:30. Chegamos a torre pela Champ de Mars, que é aquela área verde em frente a Torre Eiffel. Aqui tiramos dezenas de fotos, mas muitas pessoas preferem tirar fotos do Palais de Chaillot, do lado oposto da Champ de Mars.

Mesmo tendo horário marcado, há filas nos elevadores (principalmente se você quiser ir ao topo), então não vá com pressa pois vale muito a pena subir lá em cima e ter a visão de Paris. Não tivemos a oportunidade, até porque o valor é bem alto, mas em uma próxima viagem gostaria muito de poder jantar no restaurante na torre. Ao sair da torre, ela já estava iluminada, o que a torna ainda mais bonita de se ver.

Na volta ao hotel, ainda passamos pela Place des Vosges, que tínhamos visto fotos bem legais pela Internet. A praça esta a 10-15 minutos a pé do hotel. Na volta paramos na Brasserie La Marelle, bem em frente ao Ibis, e comemos um hambúrguer, que surpreendentemente estava muito bom.

Dia 2 – Musée d’Orsay – Musée du Louvre

Tínhamos visto pela internet que seria um dia bem chuvoso, por isso separamos esse dia para visitar os museus D’Orsay e Louvre. Como o dia seria “mais” tranquilo, não acordamos tão cedo.

Começamos pelo Musée d’Orsay, as margens do Rio Sena. Com mais de 3 milhões de visitantes por ano, o Museu é imperdível. O Museu conta com pinturas, esculturas, fotografias, artes gráficas, entre outros tipos de arte. Até o prédio em si é bem legal, principalmente o relógio gigante no ultimo andar. Alguns dos artistas famosos exibidos aqui incluem Vincent Van Gogh, Claude Monete, Edouard Manet entre tantos outros: Ingresso Museu de Orsay 1 Dia c/ Acesso Reservado.

Novamente comemos algo pelas Ruas de Paris. Muito importante mencionar que as comidas de rua em Paris são muito boas. Crepes de Nutella, hotdogs, tudo que você pode imaginar. Tudo muito bom. Como Paris não é uma cidade barata, agente economizava um pouco no almoço para poder jantar em restaurantes melhores.

Chegamos ao Louvre e a fila estava gigante; o Pass ajudou a pelo menos esperar menos para entrar. O Musée du Louvre está instalado dentro do Palácio do Louvre e é considerado por muitos como o melhor museu do mundo. Não esqueça de tirar fotos na famosa Pirâmide do Louvre.

O Musée du Louvre é gigante e conta com dezenas de coleções diferentes para você escolher o que ver. Eu sinceramente acho impossível conseguir ver tudo em 1 dia. Entre as coleções estão as antiguidades egípcias e gregas, esculturas e pinturas de vários países, e muitas outras obras primas de tudo quanto e lugar que você pode imaginar. O site do Museu indica alguns itinerários que você pode percorrer dentro do Museum conforme seu gosto. Ou você mesmo pode fazer sua pesquisa online e marcar os lugares que você queira ir: Museu do Louvre: Acesso Prioritário com Guia de Áudio.

Não precisa dizer que o lugar mais cheio do museu é o saguão onde encontra-se a Monalisa. Entre na fila, aguarde seu momento que em pouco tempo você consegue ver o quadro bem de perto. Você precisa de um pouco de paciência, mas não tem como ir ao Louvre e não ver a Monalisa.

Jantamos alguma coisa na rua, pois queríamos voltar rápido para o hotel. E novamente, o que não falta em Paris são opções de ótimas comidas de rua, sem contar que são bem mais em conta que restaurantes.

Dia 3 – Palácio de Versalhes – Jantar na Brasserie Wepler

Reservamos o dia todo para conhecer o Palácio de Versalhes. Por não estar localizado em Paris, muitas pessoas deixam o palácio para ser visitado na segunda vez que vão a Paris. Definitivamente não erra nosso caso, pois sempre tivemos muita vontade de conhecer e ver de perto os famosos jardins do Palácio.

Para chegar ao Palácio, pegue na estação de metrô a linha C – RER e desça na estação Versailles-Rive Gauche-Château. Assim que sair do metrô, procure a saída principal e siga as placas indicativas do Palácio. Depois de dois quarteirões você já vai se deparas com as grades douradas do Palácio de Versalhes. Tem como ir de carro ou de ônibus, mas preferimos ir de metrô por achar que seria mais rápido. Caso queira, você também tem a opção de excursões: Excursão c/ Guia de Áudio saindo de Paris.

Considerado um dos maiores do mundo, o Palácio de Versalhes possui 2.153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de jardins. O jardim do Palácio é espetacular e de graça quando não ha shows nas fontes do Palácio. Mas ir a Versalhes e não conhecer o Palácio mesmo é o mesmo que não conhecer o Cristo no Rio.

A sala dos espelhos dentro do Palácio é um dos lugares mais bonitos em que já estivemos. Vale muito a pena conhecer dentro do Palácio e ver a riqueza de detalhes e o nível de ostentação em que cada ambiente, como por exemplo os quartos da guerra e da paz, foram projetados.

Vá com sapatos confortáveis pois você vai andar muito pelo Palácio e principalmente pelos jardins. Depois de passar o dia inteiro, levamos sanduíches e água para almoçar, partimos de volta a Paris.

Jantamos na Brasserie Wepler, com um casal de amigos que estão morando em Paris. O restaurante é muito bom. Fica em Montmartre, em frente a estação place de Clichy.

Dia 4 – Basílica de Sacré Cœur – Arc de Triomphe – Champs-Élysée – L’église de la Madeleine – Galeries Lafayette – Moulin Rouge – Jantar na Crêperie Pen Ty

Esse era nosso último dia em Paris, e ainda tínhamos lugares importantes para conhecer.

Começamos pela Basílica de Sacré Cœur, que fica no ponto mais alto de Paris, no bairro de Montmartre, o bairro boêmio de Paris. A vista realmente é espetacular, mas lembre que a subida é longa (apesar de ter a opção do Bondinho), com mais de 200 degraus até chegar a Basílica.

Na saída tome cuidado com os africanos que tentam de qualquer maneira laçar uma fitinha no seu pulso e depois te cobrar o olho da cara por ela. Assim que chegarem perto, e vão chegar, e só falar o famoso não e continuar andando.

Pegamos o metrô e fomos direto para o Arco do Triunfo. O Arco do Triunfo é no começo da Champs-Élysée, a Avenida mais luxuosa e famosa de Paris. Caminhamos pela Champs-Élysée sentido a Place de la Concorde, somente observando as lojas e restaurantes de altíssimo padrão. Durante o caminho, passamos em frente o Grand Palais e Petit Palais, mas não entramos nem nada, só vimos pelo lado de fora mesmo.

Comemos algo pela rua e fomo visitar a Igreja Madeleine. Terminamos a tarde nas Galeries Lafayette; uma espécie de Shopping com várias lojas de todos os tipos. Achamos que não valia a pena comprar quase nada, pois os preços estavam iguais ao do Brasil, exceto cosméticos, como por exemplo L’occitane e La Roche, por serem marcas francesas. Esses saíram bem mais em conta que no Brasil. Mais a noite pegamos o metro e fomos até o Moulin Rouge, famoso pelos espetáculos. Lá existem opções de jantar, mas nos somente vimos pelo lado de fora.

Como estávamos em Montmartre, jantamos em um creperia muito bom, a Crêperie Pen Ty (creperie_penty), que foi fundada em 1976. O crepe estava sensacional.

Voltamos para o hotel, pegamos nossas malas e fomos direto para o aeroporto, pois nosso avião saia muito cedo no dia seguinte. Saímos entendendo o porque essa é a cidade mais visitada do mundo, com aproximadamente 30 milhões de turistas por ano. Com certeza Paris é um lugar que esperamos voltar, pois tudo aqui é incrível.

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