Santuário do Caraça: Roteiro de 3 dias. O que fazer?

Onde Fica no Santuário do Caraça

  • Ficamos no próprio Santuário do Caraça. Experiência Incrível
  • Ótima localização, dentro do Santuário. Se estiver vindo para essa região não deixe de ficar aqui caso seja possível.
  • Atendimento excelente. Todos os funcionários muito bem atenciosos e solícitos.
  • Estrutura boa, mas tudo muito simples. Não tem muita coisa a fazer a não ser trilhas durante o dia e vivenciar a experiência do Lobo Guará a noite. A alimentação, que está toda incluída (fora bebida) é muito boa; comida mineira de ótima qualidade.
  • Quartos muito simples, mas atende muito bem ao tipo de viagem. Somente cama, banheiro (alguns quartos tem banheiro comunitário) e frigobar. Internet pega bem nos quarto, mas em alguns lugares do Santuário o sinal não e tão bom.

Procurando por hotel no Caraça? Seguem algumas opções:

Estância Jardim Secreto / Pousada Capão da Coruja

Dicas do Santuário do Caraça

  • Nossa viagem foi feita com nosso filho de 5 anos e a maioria do roteiro foi baseado nele, mas caso não seja seu caso, existem várias outras opções de trilhas mais desafiadoras dentro do Parque do Caraça e Catas Altas.
  • Existem ótimas opções de bate-e-volta do Caraça, como por exemplo Catas Altas e Santa Barbara.
  • Você passará a maior parte do tempo fazendo trilhas; é importante se preparar para isso. Traga protetor solar, toalha (o hotel não libera a saída de suas toalhas), capa de chuva, lanches para a trilha, repelente, um bom sapato, traje de banho caso queira nadar e tudo mais que ache necessário para esse tipo de viagem.

Roteiro de 3 dias no Santuário do Caraça (2022)

Dia 1 / 2 – Santuário do Caraça

Lugar perfeito para quem deseja fazer um turismo ecológico-religioso. Situado dentro do Parque Nacional do Caraça, o Santuário do Caraça tem aproximadamente 400 anos de história e foi o palco do primeiro colégio de Minas Gerais e da primeira igreja neogótica do Brasil.

O Santuário do Caraça é o lugar ideal para quem quer paz e aproveitar a natureza, pois não tem muito que fazer além disso. Nossa rotina era fazer trilhas durante o dia e ver o Lobo Guará durante a noite. As trilhas são muito bem identificadas e a natureza ao redor do Santuário é exuberante. Além disso, há trilhas para todas as idades e condicionamento físico. O Enzo conseguiu fazer algumas delas sem problema. Como dito acima, é muito importante se preparar para isso, principalmente com crianças. Traga protetor solar, toalha (o hotel não libera a saída de suas toalhas), capa de chuva, lanches para a trilha, repelente, um bom sapato, traje de banho caso queira nadar e tudo mais que ache necessário para esse tipo de viagem. Destaque para a Prainha, que literalmente parece uma, com uma área de areia junto ao rio para relaxar e vivenciar a natureza.

Entretanto, o mais interessante do Santuário são as visitas do Lobo Guará à noite, na qual os hospedes conseguem ver o lobo bem de perto se alimentando na “varanda” da Igreja. O pessoal do Santuário coloca uma bandeja de comida no local e os hospedes aguardam a visita do tão esperado lobo, algumas vezes até as altas da madrugada. A presença do Padre e suas histórias do Santuário fazem da noite ainda mais excepcional. Dizem que às vezes também aparecem antas e cachorros do mato, mas durante nossa estadia só vimos os tão famosos lobos mesmo.

Como tradição, o pessoal do Santuário faz uma bacia gigante de pipoca e vende vinhos, cervejas, refrigerantes, etc, já que muitas das vezes o lobo não vem tão cedo. É ali também durante a espera que os hospedes se interagem e conhecem uns aos outros.

Por falar em pipoca, não temo como não elogiar a culinária do Santuário. Comida mineira da melhor qualidade; bem simples, mas delicioso. Tanto o café (o Pão-de-Queijo é sensacional, assim como os ovos feitos na hora), quanto o almoço e o jantar foram muito bons. A fartura e a qualidade (apesar de muito simples) foram excepcionais. Ainda bem que fizemos muita trilha, pois foi muito difícil não comer demais os frangos com quiabo, costelinhas, torresminhos e um tanto de outras mineirices. Lembrando que bebidas são pagas a parte.

O Museu dentro do Santuário mostra um pouco da grandiosa história desse lugar; destaque para a cama que Dom Pedro II dormiu quando esteve lá. Entretanto, o que não falta são dezenas de artefatos a mostra dos visitantes, que fizeram parte da rica e sensacional história do Santuário. Dentro do museu também tem uma pequena biblioteca, com livros tanto adultos quanto infantil, sendo que a grande maioria falando do Caraça. A visita, que precisa ser agendada, é guiada e para quem se interessa pelo assunto é bem interessante.

A igreja também é muito bonita e missas ainda são celebradas no local diariamente as 18:00 de 2ª-feira a Sábado (somente para os hospedes) e no domingo as 11:00 para o público em geral.

O Santuário conta também com um Centro de Visitantes, principalmente para quem não está hospedado lá e chegam ao Caraça procurando informações sobre o local, sua história e as trilhas. Em frente ao Centro há também uma lanchonete e uma lojinha para os visitantes.

Dia 3 – Catas Altas (Trilha Morro D’ Água Quente) – Almoço no Laviolla – Bicame de Pedra

Tiramos o terceiro dia para fazer trilha na cidade de Catas Altas, perto do Santuário. Fechamos a trilha com a Karla, da Trip Catas Altas. As trilhas aqui são bem diferentes e mais complicadas do que no Caraça, então decidimos contratar um guia, até porque o Enzo estava junto.

Existem muitas opções de trilhas, mas por sugestão da Karla decidimos pela Trilha Morro D´ Água Quente, que passa pela Cachoeira da Mina, Cachoeira dos Crentes, Cachoeira Paracatu, Cachoeira do Bicão e pelo Canal. A trilha tem em torno de 6 Quilômetros e foi relativamente tranquilo.

A trilha é bem legal, e dá para nadar em algumas das cachoeiras. Destaque para a Cachoeira do Bicão e o Canal, os grandes atrativos das trilhas. Para quem gosta de fotos, o Canal é o lugar perfeito para tirar várias.

Como mencionado acima, traga protetor solar, toalha, capa de chuva, lanches para a trilha, repelente, um bom sapato, traje de banho caso queira nadar e tudo mais que ache necessário para esse tipo de viagem.

Almoçamos no Laviolla, que é considerado por muitos o melhor restaurante de Catas Altas. O ambiente é bem legal, mas não gostamos tanto da comida. Pedimos o carro chefe da casa, que é a Costelinha suína ao molho de BBQ de Jabuticaba e Banana Verde frita (R$89,90). O molho BBQ foi um dos melhores que já comemos, mas a costela estava muito seca, bem além do ponto ideal. Não provamos, mas dizem que a cerveja produzida por eles é bem interessante também.

Na volta para o Caraça paramos para conhecer o Bicame de Pedra, que nada mais é do que uma parte de um antigo aqueduto de pedra, que trazia água da Serra do Caraça até essa região. Construída por escravos no fim do século XVIII, a engenharia e a beleza arquitetônica impressionam. Além do mais, o Bicame é cercado pelas lindas montanhas de Minas, fazendo toda a paisagem um ótimo lugar para tirar fotos e aproveitar as vistas. Vale à pena se estiver por perto, mas não iria somente para conhecer.

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