São Paulo: Roteiro de 5 dias. O que fazer?

Onde Ficar em São Paulo

  • Ficamos no Grand Mercure Itaim Bibi
  • Localização Excelente. Aproximadamente a dois quilômetros do Parque Ibirapuera e também do Shopping Iguatemi, além de estar situado em uma área cheia de bares e restaurantes. O hotel também está situado a cinco quilômetros do aeroporto de Congonhas.
  • Atendimento excelente. Todos os funcionários muito bem atenciosos e solícitos.
  • Estrutura muito boa, apesar de não termos usado. Piscina com uma ótima vista na cobertura, além de SPA e academia. Também não usamos o restaurante, pois preferimos fazer todas as refeições nos lugares que tínhamos planejado durante nossa viagem.
  • Quartos super amplos e arrumados, além de ótimo banheiro. Limpeza impecável. Cama muito confortável e internet pega muito bem nos quartos.

Procurando por hotel em São Paulo? Seguem algumas opções:

3* Park Inn by Radisson Berrini / 4* Staybridge Suítes / 5* Hilton São Paulo Morumbi

Dicas de São Paulo

  • Nossa viagem foi feita com nosso filho de 5 anos e a maioria do roteiro foi baseado nele, mas caso não seja seu caso, existem várias outras opções interessantes em São Paulo, como por exemplo, o MASP, dezenas de bares para curtir a noite, o Jardim Botânico e muitas outras opções.
  • Seguem algumas opções de pontos turísticos gratuitos: Aproveitar a Avenida Paulista (de preferência no domingo) de um lado ao outro, visitar o Beco do Batman, aproveitar os parques da capital paulista, principalmente o Ibirapuera e o Villa-Lobos, visitar a Feira da Liberdade, a 25 de Março e as famosas feiras de antiguidade, entre vários outros.
  • Existem ótimas opções de bate-e-volta de São Paulo, como Atibaia, Campos do Jordão e Guarujá.
  • O que não falta em São Paulo são shows, exposições, eventos, etc. Se planeje para aproveitar o máximo.
  • São Paulo tem a melhor gastronomia do Brasil, com vários restaurantes estrelados até os famosos sanduíches de mortadela do mercado e os pasteis das feiras. Pesquise bastante para aproveitar o leque de opções dentro do que você pretende gastar. O que não falta são ótimas opções para tudo quanto é bolso.

Roteiro de 5 dias em São Paulo (2021)

Dia 1 – Aquário de São Paulo – Almoço na Esfiha Imigrantes – Zoológico de São Paulo – Jantar no Jun Sakamoto

Chegamos a São Paulo por volta das 09:00 e depois de deixarmos as malas no hotel já partimos em direção ao Aquário de São Paulo. Aquário super bacana para levar as crianças. Imensa variedade de animais aquáticos, entre jacarés, pinguins, arraias e peixes de tudo quanto é tamanho e origem. Apesar de ser um aquário, o que não faltam são animais aéreos e terrestres, entre Morcegos, Cangurus, Coalas e tantos outros. Entretanto as grandes atrações são o gigante tanque de tubarões e a famosa dupla de ursos polares Aurora e Peregrino. Os funcionários merecem um complemento a mais, pois são super cordiais e entusiasmados com o que fazem, procurando entreter as crianças o tempo todo com curiosidades dos animais. Ótima estrutura de lanchonetes, restaurante, lojas e estacionamento, apesar de tudo ser um pouco no lado caro. Aliás, o preço do ingresso não e tão barato.

Saímos do aquário e fomos almoçar no famoso restaurante Esfiha Imigrantes. Considerado por muitos uma das melhores, senão a melhor, esfiha de São Paulo, o restaurante vive lotado e sempre com fila na porta desde 1976. Preços super justos pelo que entregam. Atendimento OK, mas super rápido; tudo chega à mesa bem quente e saboroso em minutos. O ambiente é super simples, mas tudo bem limpo e arrumado. Voltando as esfihas, pedimos as de carne (carne moída, tahine, tomate e cebola) (R$5,90) e também as de calabresa (calabresa, tomate e cebola) (R$5,90), mas o que não falta são opções de sabores para tudo quando é gosto. Massa super leve e bem macia, além de serem muito bem recheadas com ingredientes super saborosos. O restaurante também serve outras dezenas de pratos árabes, que dizem ser tão bom quanto às esfihas, como por exemplo, quibes fritos e cru, charutos, kaftas, coalhada, tabule e muitas opções de sobremesas. Ótima opção de restaurante em São Paulo, principalmente se está na correria, além da criançada adorar. Como vive lotado, existe também a opção de retira.

Nossa próxima atração foi o Zoológico da cidade de São Paulo. Inaugurado em 1958, achamos o Zoológico de São Paulo muito bem estruturado e muito bem cuidado. Imensa variedade de animais (mais de 2000 conforme o site), que inclui leões, tigres, rinocerontes, girafas, ursos, cobras e muitos outros; fica até difícil de lembrar. Sem contar que o formato em que as jaulas foram feitas aumenta a chance de você ver todos os animais. Lugar perfeito para curtir com a família/amigos, principalmente se conseguir ir durante a semana, quando não fica tão cheio. Por ser imenso, vá com roupas e sapatos confortáveis já que você vai andar bastante caso queira ver todo o Zoológico. Existe também a opção de fazer o passeio com um carrinho, até porque como dito anteriormente, o Zoológico é bem amplo. Caso tenham pessoas com pouca mobilidade em seu grupo, essa é uma ótima opção. Estrutura bem legal também, com algumas lanchonetes, várias sorveterias e algumas lojas perto da saída do Zoológico. Conta também com um estacionamento terceirizado do outro lado da rua. Dentro do Zoológico também estava ocorrendo à exposição do Mundo dos Dinossauros (pago a parte). Muito legal para as crianças menores, até porque as esculturas são muito bem feitas (Tiranossauro Rex, Pterodátilos, Mamenquissauro, entre muitos outros). Dentro da exposição existem alguns brinquedos relacionados aos dinossauros para a criançada se divertir, mas também pago a parte. Estávamos muito interessado em também fazer o Safári, mas por termos ido durante a pandemia, a integração com o Safári estava fechada, fica pra próxima (Caso você vá de carro próprio, você ainda pode fazer, mas as vans estão paradas).

Jantamos no badalado Jun Sakamoto, considerado um dos melhores restaurantes japonês do Brasil. Fomos de Omakase e que experiência gastronômica sensacional. Existem três opções de Omakase; no balcão com o chefe Jun (R$450), em outro balcão ao lado com o chefe Ryuzo Nishimura (R$420) e o Omakase nas poucas mesas que o restaurante possui (R$370). Ao fazer reserva, nos foi informado que o Enzo não poderia participar do Omakase nos balcões devido à idade dele, então fechamos na mesa mesmo. Do primeiro ao vigésimo prato (três pratos quentes / dezesseis sushis / sobremesa) tudo estava perfeito. É quase impossível achar defeito, pois tudo estava muito bom, digno da estrela Michelin que o restaurante possui. Os peixes estavam muito frescos e chegavam à mesa um a um, feito na hora para maximizar o sabor dos sushis. Destaque para o sushi de atum, o sushi de tempura de enguia e sushi de vieiras canadenses com limão e azeite trufado. É tudo tão bom que fica até difícil comer os japoneses do dia-a-dia. Para quem já foi ao Japão, o restaurante e o ambiente remetem um pouco o que vimos lá; restaurante pequeno, sem muita decoração e bem reservado, mas o clima é muito aconchegante e intimista (do lado de fora nem parece um restaurante, e sim uma garagem de uma casa qualquer). Vale uma menção o atendimento das pessoas dentro do restaurante. Do momento que você chega até o último minuto lá dentro você é muito bem tratado, mesmo não estando nos balcões com os chefes mais renomados. O atendimento do Daniel foi espetacular, explicando ao Enzo com toda paciência do mundo cada sushi e depois respondendo as mil perguntas que ele tinha sobre cada prato que era servido. Chegou ao ponto de verem a dificuldade do Enzo em comer os sushis maiores e perguntar se poderiam fazer os mesmos um pouco menor para facilitar (o que foi prontamente atendido pelo chefe).

Dia 2 – Feira da Liberdade – Rua 25 de Março – Mercado Municipal de São Paulo – Almoço no Hocca Bar – Museu do Catavento – Jantar no Jamie´s Italian

Começamos nosso dia no Bairro da Liberdade, mais especificadamente na feira que acontece lá todo sábado e domingo. Considerada um pequeno pedaço da Ásia em São Paulo, a Feira da Liberdade é muito famosa não só pelas suas famosas barraquinhas de alimentação, mas também devido às várias lojas vendendo produtos asiáticos de tudo quanto é tipo. Enganam-se quem acha que a Liberdade só representa a cultura japonesa; o bairro tem uma mistura de várias culturas asiáticas (inclusive muitas lojas de produtos chineses). Começamos pelas barraquinhas de comida; pedimos um pastel em umas das várias disponíveis e um Okonomiyaki de Camarão, que nada mais é que uma panqueca aberta com muito repolho, outros legumes e nesse caso camarão. Nós focamos mais na feira, lojas e barraquinhas, mas o que não falta são atrações para toda a família. Entre as mais famosas estão o Museu Histórico da Imigração Japonesa, o Palacete Conde de Sarzedas, o Jardim Oriental, entre outras. Dentre as lojas, mercados e restaurantes mais conhecidos, seguem alguns: Livraria Sol, o Tanka Restaurante, o Momo Lamen, o Sushi Isao, o Izakaya Kintaro, o Empório Azuki, as lojas Tenman-ya e Omiyague, e muitos outros.

Nossa próxima atração seria o Farol Santander, que tínhamos descoberto estar mostrando a feira “Futuro Espacial”, apresentando vários itens usados pela NASA em suas missões espaciais. Vacilamos e não compramos o ingresso antecipado; péssima escolha, pois não conseguimos entrar. Fica para próxima. O Farol Santander também conta com várias outras atrações, como outras exposições, mirante, cafés e restaurante.

Como iríamos andando para o Mercado de São Paulo, acabamos passando pela 25 de Março. Conhecida como um dos maiores centros comerciais de toda a América Latina, estima-se que aproximadamente 400 mil pessoas passam por aqui diariamente, quase dobrando em épocas especiais. A 25 de março é um verdadeiro paraíso para quem gostar de comprar. Passamos por lojas de tudo que você pode imaginar; bijuterias, artigos para festas, cosméticos, roupas íntimas, fantasias, enxoval para bebês, produtos para a casa, artigos de vestuário, calçados, eletrônicos, artigos esportivos e um tanto de outras coisas. Além de tudo, existem centenas de camelos vendendo seus produtos no meio a rua, fica até difícil de andar em alguns lugares. Leve dinheiro vivo, pois é importante pechinchar para conseguir preços melhores (importante mencionar para tomar cuidado com celular, carteiras, etc).

Depois de andar entre milhares de pessoas na 25 de Março e arredores (além de fazer umas compras) chegamos ao Mercado Municipal de São Paulo. Inaugurado em 1933, o mercado é a cara de São Paulo, com suas de comidas típicas de várias regiões, sotaques e a mistura de culturas de todo o Brasil. O mercado também oferece uma variedade imensa de bares e restaurantes, além de muitas barraquinhas de produtos alimentícios e os famosos vendedores de fruta. Aliás, é importante mencionar os mesmos; leia sobre os vendedores de frutas na internet e você verá centenas de relatos de como pessoas foram passadas para traz. Não significa que você não poderá provas as frutas, até porque e quase impossível andar pelo mercado sem ser interrompido por vários vendedores oferecendo todos os tipos de frutas possíveis. Só tenha cuidado se for comprar alguma fruta. Pergunte antes o valor do quilo e tenha certeza que você viu ser pesado. Independente disso, não conhecer o mercado é deixar um pouco da tradição de São Paulo para trás. Agente, que sempre tenta visitar os mercados nas cidades onde visitamos, entendemos que experimentar o famoso sanduíche de mortadela e os gigantescos bolinho e pastel de bacalhau é essencial em qualquer visita a São Paulo. Não vá com pressa, é tenha muita paciência, pois vive lotado.

Almoçamos dentro do mercado, no Hocca Bar. Ótima opção, talvez a mais conhecida dentro do mercado. É importante mencionar que é normal ter uma fila enorme esperando mesa, então se realmente quiser ir aqui vá com um pouco de paciência. Entretanto, depois que você senta o atendimento e os pratos são bem rápidos, até porque devido a fila eles tendem a girar as mesas bem rápido. Não podíamos deixar de pedir o famoso sanduíche de mortadela, que mesmo sendo gigante é bem caro. Apesar de ser famoso pelo sanduíche de mortadela, existem várias outras opções (o de pernil parece muito bom). Como estávamos ali pelo sanduíche de mortadela pedimos o Mercadão 1933 (Mortadela Chapeada, Queijo Derretido e Mostarda R$43,20) dentre as 3 opções. As outras opções eram o Belíssima 1975 (Mortadela Chapeada, Queijo, Tomate Seco e Orégano R$43,20) e o Bela Salada 1939 (Mortadela, Queijo, Maionese Temperada, Alface e Tomate R$43,20). É bem gostoso e serve dois sem muita fome. Mas não tem nada de especial, o diferencial é a mortadela, cortada bem fininha e empilhada em um pão de sal normal. Valeu pela experiência, mas não sei se voltaríamos, especialmente por causa da fila e do preço, que não condiz com um pão com mortadela, mesmo sendo bem gostoso. Com certeza há outros tão bom quanto em São Paulo, talvez até dentro do mercado mesmo. O Hocca também é famoso pelo pastel e pelo bolinho de bacalhau gigantes, mas não comemos, ficamos só no sanduíche mesmo.

Saímos do Mercado e fomos para o Museu Catavento (aproximadamente 5 minutos a pé). Passeio muito indicado para quem está com criança em São Paulo. Mágico para os pequenos que gostam de Ciência. O Enzo adorou o Museu, apesar de estar somente com algumas áreas abertas, e mesmo assim não tendo todas as atrações disponíveis. Os monitores que lá estavam foram ótimos, ajudando as crianças a entenderem as atrações, já que muitas são interativas. Importante mencionar também que muitas das atrações, além de divertir, também educam as crianças. O Museu é muito bem organizado, com explicação para tudo, sem contar que o preço do ingresso é muito justo. Vale mencionar também que o prédio em que o museu está situado é bem legal. É extremamente importante ligar e marcar a visita, pois pelo menos durante a pandemia, existe um grande risco de você não conseguir entrar caso não agende. Ao ligar pergunte também sobre o funcionamento, pois como tem tanta coisa fechada, você pode se frustrar (principalmente se já estiver ido quando tudo estava aberto).

Jantamos no Jamie´s Italian; grande decepção da viagem. Estávamos em São Paulo na época da inauguração e amamos o restaurante. Achávamos que estávamos indo para outro grande jantar. Ao ler o cardápio, deu vontade de pedir tudo, pois tínhamos uma ótima lembrança da nossa visita. Começamos pelas Azeitonas (R$39,00), que lembrávamos serem umas azeitonas gigantes, muito boas. Não que estavam ruins, mas ali já começou a dar para ver a diferença, pois nem de longe pareciam as mesmas que tínhamos pedidos anos atrás. De prato principal pedimos os Casarecce alla Norma (molho de tomate com manjericão, parmesão e berinjela) (R$39,00); deixamos metade do prato. Também pedimos os Tagliatelle Bolognese (R$58,00). Tínhamos pedido esse prato na última visita e estava sensacional, muito bom. Grande decepção; estava totalmente diferente, nem de perto saboroso igual da última vez. Infelizmente. Nem aventuramos nas sobremesas. Atendimento muito atencioso, porem o serviço é bem demorado. Os garçons, com a maior boa vontade do mundo, não tem culpa pelo estado do restaurante. Pelo contrário, até tentam através do atendimento melhorar a experiência, mas para quem já foi no auge, à diferença é muito grande. O ambiente é bem grande e legal, mas estava tão vazio que não tinha ninguém no 2º andar. Como não e tão barato, existem outras opções melhores de uma boa massa em São Paulo.

Dia 3 – Avenida Paulista – Almoço no Gula Gula – Museu do Futebol – Jantar no Fast Cow

Começamos o domingo na Avenida Paulista. Depois de um Starbucks no começo da avenida mais emblemática de São Paulo, começamos nossa andança de um lado ao outro, passando por muita gente, muitos artistas de ruas, lojas e muitos camelôs, alguns parques, e também a feira de antiguidade do MASP. Lembrando que em 2015 a Av. Paulista passou a fazer parte do Programa Ruas Abertas, sendo que das 10:00 as 18:00 a avenida fica fechada para carros e aberta somente aos pedestres e ciclistas. Na verdade queríamos fazer o passeio de bicicleta, mas não encontramos aluguel de bicicleta para o Enzo. Se estiver com crianças e de alguma maneira conseguir levar a própria bicicleta é aconselhável, pois como mencionado acima, nós não achamos nenhum lugar para alugar. Para adultos o que não falta são aqueles bicicletários do Itaú, tem em várias esquinas.

Como mencionado acima, o que não falta são opções de diversão para todas as idades. Tem muito artista de rua legal, assim como dezenas de vendedores ambulantes, vendendo de tudo que você pode imaginar. Tem também alguns shoppings e parques legais para parar. Algumas das atrações ainda estavam fechadas durante nossa estádia, como por exemplo o SESC Avenida Paulista e o Mirante 9 de Julho. Ótimo programa para a criançada em uma manhã de domingo. Como dica, quanto mais cedo você chegar, menos lotado; pela hora do almoço a Avenida já está completamente lotada e fica até ruim de andar com as crianças, é muita gente. O que não falta também são ótimas opções para almoçar na região, então aproveite bastante a manhã toda e já almoce por aqui. Caso queira ir ao MASP vá cedo, pois quando passamos em frente a fila estava gigante. Caso esteja em um grupo maior e queira uma excursão com guia pela Paulista, confira essa opção: São Paulo: Excursão a Pé pela Avenida Paulista.

Almoçamos no Gula-Gula, quase na esquina da Avenida Paulista com a Rua Padre João Manoel. Não tínhamos planejado almoçar lá, mas a fila estava tão cheia e o ambiente (principalmente o externo) pareciam tão legais, que mudamos de idéia e decidimos enfrentar a fila e almoçar ali mesmo. Como mencionado, o ambiente é muito legal, principalmente se conseguir uma mesa na área externa, que é um jardim com muito verde e muito bem cuidado. Se o ambiente é muito diferenciado o mesmo não se pode falar da comida. Longe de ser barata, e não tem nada demais. Bem mais ou menos. Nós fomos de Strogonoff de Camarão com Arroz Branco e Batata Palha de Baroa (R$75,00). Nesse preço agente esperava pelo menos uns camarões maiores; mas o que vimos foram poucos camarões bem pequenos. Não que estava ruim, mas o preço não condiz com o prato. Com tanto restaurante bom em volta da Av. Paulista erramos na nossa escolha. Talvez um lugar para beber, como restaurante precisa melhorar demais.

Seguimos para o Museu do Futebol. Simplesmente uma atração imperdível, principalmente para a criançada. Museu incrível para os amantes do Futebol, independente do time. Muitas atrações interativas e muita tecnologia que contam as histórias do futebol brasileiro e também do mundial. São três andares de exposição, lotados de artigos e atrações sobre futebol. O que não falta são vídeo e fotos com momentos importantes da história do futebol, sejam gols, entrevistas ou momentos mágicos dos grandes jogadores da história. O acervo conta também com uniformes, bolas, troféus, quadros explicativos sobre as regras, e muito mais.  Entre as atrações mais interessantes, gostamos muito da cabine na qual você consegue narrar um gol e enviar a narração para o seu próprio e-mail, a simulação do pênalti na qual você consegue saber a velocidade que você chutou, entre muitos outros.

Durante nossa visita, estava tendo uma exposição temporária sobre goleiros, com várias histórias e recordações sobre alguns dos melhores goleiros que passaram pela Seleção Brasileira, em especial Moacyr Barbosa, ex-goleiro da Seleção e do Vasco. Mesmo para quem não gosta de futebol, o museu é extremamente interativo. As crianças com certeza vão amar; ótimo programa para passar o tempo em São Paulo. Aqui foi o lugar que o Enzo mais gostou em São Paulo. Ótima estrutura também; estacionamento na porta (o que não falta são flanelinhas), loja de artigos de futebol e um café/restaurante na saída.

Iríamos jantar na FatCow, escolhida pela VEJA São Paulo Comer & Beber como a melhor hamburgueria da cidade em 2021.  Ao chegar no hotel para tomar banho e arrumar, descobrimos que eles tinham lançado um serviço de entrega, chamado FastCow. Como estávamos cansado, decidimos pedir no hotel, mesmo não tendo todas as opções e novidades do Fat Cow. Pedimos um Cheddar Fat Melt (Hambúrguer de 90g, Queijo FatCow e Cebola Caramelizada R$15,20), um Frangolino (Frango Frito, Maionese, Alface e Picles R$20,00) e um Happy Meal para o Enzo, que vinha com qualquer hambúrguer, chips e um Fast Cow Oreo, por R$31,45. Tudo muito bem feito e bem gostoso, sem contar que o preço é bem em conta. Novamente, não tem todas as opções do FatCow, mas tudo muito gostoso.

Dia 4 – Café no Padoca do Mani / Beco do Batman / Museu da Ilusão / Almoço no Shopping Eldorado / Parque Villa Lobos / Jantar na Pizzaria Veridiana

Tomamos café no Padoca do Mani. Café da manhã delicioso, mas caro. A comida estava deliciosa. Pedimos um Padoca para Pequenos (fatia de pão de miga com requeijão e pasta caseira de chocolate e avelã, submarino de chocolate, suco de laranja e ovinho mexido $41,00) e um Café Padoca (suco de laranja, expresso ou pingado, ovos mexidos com queijo, salada de frutas com iogurte e granola, cesta de pães, geléia, manteiga e requeijão R$59,00). Novamente, tudo sensacional; destaque para os ovos mexidos. O restaurante serve também muitas opções fora do café da manha, como sanduíches e saladas por exemplo. O ambiente, apesar de bem pequeno é muito bom, assim como o atendimento. O único porem é o tempo de espera (o restaurante não aceita reserva); se não quiser esperar por um bom tempo chegue cedo, pois as filas podem ser relativamente longas.

Seguimos andando para o Beco do Batman. Como dica, pare no caminho na A Manteigaria e peça alguns Pastéis de Belém para comer mais tarde. Ou coma lá mesmo. São deliciosos.

Considerado uma das principais atrações artísticas da cidade de São Paulo, o Beco do Batman, bem no coração da Vila Madalena, atrai muitos turistas que vão ali principalmente para ver e tirar fotos dos famosos murais de grafite que se espalham pelos muros das vielas e pequenas ruas da região. Dizem que tudo começou nos anos 80, quando um desenho do Batman apareceu nos muros do Beco, atraindo a atenção e curiosidade dos estudantes de arte, que começaram então a desenhar/pintar/grafitar os muros da região. O desenho original não se encontra mais no beco, até porque o beco está em constante mudança, com novas pinturas sendo feita frequentemente por vários artistas. Se você gosta de tirar fotos, não deixe de visitar o beco; com certeza um ótimo lugar para tirar dezenas de fotos dos murais com toda sua variedade de formas e cores.

Durante nossa visita estava tendo uma feira de artesanato, que se alongava durante todo o beco, muitas vezes até atrapalhando as pessoas que queriam tirar fotos, pois as barraquinhas estavam espalhadas por tudo quanto é canto. Em volta do beco, o que não falta são outras opções de atividades, entre lojas, bares, cafés, galerias de arte, entre outros. Se essa é a sua praia, dá tranquilamente pra passar uma tarde inteira pela região, aproveitando de tudo que a Vila Madalena tem a oferecer.

Saímos do Beco e fomos para o Shopping Eldorado, visitar o Museu da Ilusão; muito indicado para a criançada. O Museu da Ilusão é uma atração super divertida na qual os visitantes se divertem com mais de 60 atrações de ilusão de ótica. Atrações como o Poço Infinito, a Cadeira 3D, a Casa Invertida, os Espelhos de Transformações, a Sala dos Gigantes, e tantas outras, oferecem ao publico experiências lúdicas e interativas que com certeza vão impressionar a criançada. Apesar de ser mais voltado para a criançada, os adultos também se divertem bastante, principalmente para quem gosta de postar fotos divertidas nas redes sociais.

Já que estávamos no Shopping almoçamos por lá mesmo. Outra possibilidade era fazer um piquenique no parque, mas como o Enzo já estava com fome almoçamos ali mesmo.

Pegamos um Uber e fomos direto para o Parque Villa-Lobos. Parque super família, muito amplo e super arborizado; ótimo para passear e fazer atividades físicas, principalmente corrida, caminhada e bicicleta, pois o parque tem pistas específicas para isso. Existem também várias quadras de vários esportes, incluindo quadras de tênis, basquete e futebol. Entretanto um ótimo lugar também só para descansar, admirar o verde do parque e respirar um pouco de ar puro. Geralmente mais vazio do que o Parque Ibirapuera, o que não falta são dezenas de opções de diversão para a família toda; até para os cachorros, pois também tem um Cachorrodromo bem grande no parque. Logo na entrada existem muitas barraquinhas vendendo comida e bebida, além de uma loja alugando vários tipos de bicicletas. Dentro do parque também há várias opções de lanchonetes. No nosso caso alugamos uma bicicleta família e saímos para desvendar e conhecer um pouco do parque (o parque é muito grande). Pegamos a rota das bicicletas e íamos parando em vários pontos do parque que achávamos interessante, e foram vários lugares. Depois de devolver a bicicleta, fomos para um parquinho que tínhamos visto durante nossa pedalada e deixamos o Enzo brincar lá por um tempão com as outras crianças; aliás, existem alguns parquinhos lá dentro; as crianças vão adorar. Em geral muito bem cuidado; poderia estar um pouco melhor, mas nada que atrapalhe o ótimo passeio que o parque proporciona. Conta também com um orquidário, que dizem ser bem legal (não fomos). Uma opção muito interessante também seria fazer piquenique no parque (tinha muita gente fazendo), mas como tínhamos acabado de almoçar no shopping, acabou que desistimos de fazer. Dizem que havia muitos eventos lá também antes da pandemia, confira antes no site para conferir.

Jantamos na Pizzaria Veridiana. Pedimos a pizza de Burrata ao Pesto (Burrata, tomates em cubos e molho Pesto, R$98,00). Essa pizza foi escolhida umas das 10 melhores pizzas de São Paulo, e com certeza foi uma das melhores pizzas que já comemos.

Dia 5 – Parque Ibirapuera / Almoço no Kinoshita / Sala IMAX Bourbon Shopping / Jantar no La Guapa

Começamos nosso dia no Parque Ibirapuera. Inaugurado em 1954, durante as comemorações dos quatrocentos anos da cidade de São Paulo, o Parque Ibirapuera é considerado por muitos como o pulmão da capital. O Parque é monstruoso, ocupando uma área de 158 hectares. O que não falta são opções de lazer, esportes ou só uma área para relaxar na área verde que o parque proporciona, pois é muito arborizado em todo sua extensão. Não somente é um parque extraordinário, mas também conta com dezenas de outras atrações, como por exemplo: O Auditório Ibirapuera (Desenhado por Oscar Niemeyer), o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museu Afro Brasil, o Museu de Arte Contemporânea, o Oca (também desenhado por Niemeyer), o Planetário do Ibirapuera, o Pavilhão Japonês, o Planetário do Ibirapuera, o Prédio da Bienal, entre muitos outros. Literalmente dá para gastar dias somente para conhecer o parque e todas as suas atrações.

Assim como no Parque Villa-Lobos, existem pistas específicas para correr, andar e bicicleta. Da mesma maneira que fizemos lá, também alugamos bicicletas e íamos parando em vários lugares para conhece as diferentes atrações que o parque proporciona. Assim como também no Parque Villa-Lobos, o que não falta são parquinhos para a criançada e o Enzo ficou brincando por um tempão em um desses parquinhos. Aliás, a estrutura também é sensacional. Bares, barraquinhas e banheiros estão espalhados por toda parte. Ideal também para um piquenique (tinha muita gente fazendo). É importante mencionar que vale a pena ir cedo, pois o parque fica extremamente lotado (principalmente sábado, domingo e feriados); chega a receber 150.000 pessoas nos fins de semanas mais movimentados.

Já que gostamos demais da culinária japonesa, queríamos despedir de São Paulo com outro ótimo restaurante japonês, pois não temos japas aqui em Belo Horizonte no mesmo nível que São Paulo. Almoçamos no também estrelado Kinoshita. Começamos com um Shake Butter (R$69,81); Salmão selado servido com molho cítrico Kinoshita. Muito bom, estava sensacional. Seguimos com um Sushi Matsu (R$109,81), que é uma combinação de 10 sushis variados e também com um Uramaki Ebiten (R$77,81), enrolados de tempurá de camarão.

Ambos também estavam muito bons; até pedimos um segundo Uramaki Ebiten. O ambiente e o atendimento também foram perfeitos. Caro, mas ótima escolha perto do parque.

Queríamos conhecer a Sala de cinema IMAX, então passamos à tarde no shopping vendo cinema. Bem legal.

Como gastamos um pouco mais no almoço, jantamos no La Guapa, a casa de empanadas da chefe Paola Carosella. Cada empanada custa R$8,90 e todas que provamos, e foram várias, estavam sensacionais; destaque para a Humita (milho e manjericão fresco com queijo cremoso), para a Pucacapa (cebola caramelizada levemente apimentada e queijo derretido) e para a Portenã (combinação de 2 queijos com tomate assado e manjericão fresco). Disparado as melhores empanadas que comemos em nossa vida, incluindo na Argentina.

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